A professora de Direito Penal Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi assassinada a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula na noite de sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, na Faculdade Metropolitana — parte do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) — na zona Sul da capital de Rondônia.
Juliana também era escrivã da Polícia Civil de Rondônia, onde desenvolveu parte de sua carreira profissional ao lado da atividade docente.
O ataque
O crime aconteceu durante uma aula na noite de sexta-feira. O aluno identificado como João Júnior, de 24 anos, atacou a professora com uma faca dentro da sala de aula, desferindo vários golpes na região do tórax e do braço.
Imagens registradas por outros estudantes no local mostram pânico, gritos e correria após o início do ataque. Alguns colegas conseguiram imobilizar o agressor antes da chegada da polícia, evitando que a violência fosse ainda maior.
Juliana foi socorrida em estado gravíssimo e levada ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois de dar entrada na unidade de saúde.
Prisão e medidas judiciais
O suspeito foi preso em flagrante ainda no local e encaminhado à Central de Polícia da capital. No sábado (7), em audiência de custódia, o Ministério Público requereu a prisão preventiva, que foi decretada pela Justiça como forma de garantir a ordem pública.

O MP classificou o ato como “covarde” e afirmou que atuará com firmeza na apuração dos fatos; a Assembleia Legislativa de Rondônia também repudiou o crime, especialmente por ter ocorrido em um ambiente educacional.
Motivações e versões
Até o momento, não há uma versão oficial única sobre a motivação do crime. Algumas reportagens mencionam que o suspeito teria alegado um envolvimento emocional com a vítima — incluindo relatórios que dizem que ele teria tido um relacionamento com a professora e ficado emocionalmente abalado ao perceber o afastamento dela — informação que está em investigação pela Polícia Civil.
A autoridade policial segue apurando as circunstâncias, incluindo possíveis fatores pessoais, emocionais ou de outro tipo que possam ter desencadeado o ataque.
Impacto e repercussão
A morte de Juliana causou forte comoção na comunidade acadêmica, entre alunos, colegas e profissionais do Direito. A instituição onde ela lecionava decretou três dias de luto institucional e suspendeu as aulas de sábado (7) a segunda-feira (9) de fevereiro, em respeito à memória da professora e para apoiar alunos e funcionários afetados.
Alunos e ex-alunos também usaram as redes sociais para prestar homenagens. Uma estudante, emocionada, descreveu a docente como inspiradora, carinhosa e atenciosa, lembrando o impacto positivo que ela tinha em sala de aula.
Perfil da vítima
Juliana Mattos de Lima Santiago era reconhecida por colegas e alunos como uma profissional dedicada e apaixonada pelo ensino. Além de lecionar Direito Penal, ela era servidora pública atuante como escrivã da Polícia Civil de Rondônia — função que soma ao seu papel na academia e na formação jurídica de estudantes.
A investigação policial
A Polícia Civil de Rondônia instaurou inquérito para apurar o caso, buscando esclarecer motivações, circunstâncias e eventuais fatores precursores do ataque. Autoridades confirmaram que a investigação está em andamento, com análises de depoimentos, imagens e outras provas recolhidas no local.
Até o momento, não foram divulgados todos os detalhes oficiais sobre o que exatamente motivou o ataque. A investigação, segundo as autoridades, seguirá até o fim para que os aspectos legais sejam devidamente responsabilizados.